30/03/2021

Open Finance avança no Brasil, mas ainda é desconhecido por mais de 80% da população e traz grandes oportunidades para o mercado financeiro

O projeto já está em andamento no Brasil, com várias etapas planejadas ao longo do ano, mas grande parte dos brasileiros ainda desconhece o conceito

A primeira fase do Open Banking, que levará a um sistema financeiro aberto (Open Finance), já está em vigor no Brasil. Por meio do compartilhamento de dados, integração de serviços e tecnologia, o sistema bancário brasileiro ficará cada vez mais democrático e competitivo – além de menos burocrático. Mas, apesar dos avanços do mercado financeiro e da agenda inovadora proposta pelo Banco Central, que além do Open Banking implementou também o Pix, muitas pessoas ainda desconhecem o conceito de sistema financeiro aberto.

É o que mostra uma pesquisa conduzida pelo Banco Pan. Segundo a análise “Percepções sobre Open Banking”, apenas 16% dos entrevistados das classes C, D e E já ouviram falar do novo sistema promovido pelo Banco Central. O levantamento ouviu 1.524 pessoas e a margem de erro é de 2,5%. 

Além de desconhecer o sistema como um todo, o estudo também demonstrou que as pessoas que já ouviram falar do conceito de Open Finance, também o confundiam com o Pix, por exemplo. 

Apesar de ser novidade no Brasil, a revolução do Open Finance já acontece em outros lugares no mundo. O case do Reino Unido é o que mais chama atenção. Por lá, o sistema entrou em vigor em 2018 e, na prática, elevou a qualidade de serviços e produtos oferecidos aos clientes. 

O mercado mais transparente e com uma vasta opção ao cliente final incentivou o crescimento de bancos e fintechs, com mais investimentos em tecnologia e atraindo recursos de investidores. É o clássico econômico: a concorrência mais acirrada, com fintechs tendo acesso a dados bancários dos usuários, gerou uma necessidade por parte dos players de criar produtos melhores. E o resultado não poderia ser melhor: os serviços e qualidade de produtos ofertados aos clientes teve um avanço exponencial. 

O mesmo processo já teve o pontapé inicial no Brasil. Conforme o Banco Central for implementando as quatro fases do Open Banking, consumidores com acesso a produtos de diversas empresas poderão fazer escolhas com mais liberdade.

Ou seja, o cliente de um tradicional banco X, no futuro e como já ocorre no Reino Unido, vai poder em poucos cliques compartilhar seus dados com a instituição ou fintech Y para acessar um serviço que considera melhor do que o oferecido por seu banco.

Os próximos passos

O processo de abertura do sistema financeiro segue um cronograma no Brasil. A primeira fase, quando as instituições participantes disponibilizaram ao público informações padronizadas sobre seus serviços, ocorreu em fevereiro de 2021. Nessa fase, porém, não houve compartilhamento de nenhum dado de clientes. 

A segunda fase está sendo implementada agora. Nela, os clientes poderão solicitar o compartilhamento de seus dados entre instituições participantes. Esses dados incluem dados cadastrais, informações sobre transações em suas contas, cartão de crédito e produtos de crédito contratados. A ideia aqui é que o consumidor possa receber ofertas de produtos e serviços mais adequados a seu perfil, a custos mais acessíveis e de maneira ágil e segura.

Já a terceira fase deve ocorrer até agosto de 2021. Até lá, os clientes terão a possibilidade de compartilhamento dos serviços de iniciação de transações de pagamento e de encaminhamento de proposta de operação de crédito. O sistema financeiro fica, então, ainda mais aberto, com novas soluções e ambientes para a realização de pagamentos e outros serviços.

Por fim, a quarta fase deve ser implementada até 15 de dezembro. Com ela, chegamos ao verdadeiro Open Finance, com dados sobre outros serviços financeiros fazendo parte do escopo do Open Banking. Sempre que os clientes autorizarem, eles vão poder compartilhar suas informações de operações de câmbio, investimentos, seguros, previdência complementar aberta e contas-salários. 

As possibilidades, então, passam a ser ainda mais diversas. Tanto para o consumidor final quanto para os bancos e fintechs. Nesse momento, é essencial que as empresas participantes desse processo – ou seja, praticamente todas as empresas do setor financeiro brasileiro – estejam preparadas para essa revolução no mercado. 

A competição será gigantesca, mas a possibilidade de atrair novos clientes também. Tudo depende do produto e serviço que cada fintech e banco poderá oferecer. A sua empresa já está preparada para oferecer o melhor? 

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