03/02/2021

Open Finance: Banco Central inicia 1ª fase do sistema financeiro aberto! Conheça as vantagens e impactos no setor

Após Pix, Banco Central dá largada ao Open Banking Brasil, que promete mais transparência no setor e vantagens aos consumidores. Atenta ao cenário de transformações, Sinqia investe em uma estratégia completa que vai desde de software, startups e consultoria para apoiar clientes e parceiros.

Mais agilidade, transparência e facilidade na jornada do cliente no universo financeiro. Essas são as premissas do Open Finance para o mercado brasileiro. Promovido pelo Banco Central (BC) como parte de sua agenda de digitalização do sistema financeiro no país, a primeira etapa do projeto passou a ser implementada na última segunda-feira (1º) e promete movimentar o mercado nacional. 

“O Open Banking está para o sistema financeiro assim como a internet está para a sociedade”, afirmou Roberto Campos, presidente do BC durante live promovida pela autoridade monetária no dia da estréia. “Com o Open Finance, o BC pretende aumentar a eficiência e a competitividade no sistema financeiro nacional, promovendo um ambiente de negócios mais inclusivo, seguro e com proteção dos consumidores”, disse. 

Pautado na transparência e na promoção de serviços cada vez mais personalizados, o sistema atua lado a lado com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), fazendo com que bancos e fintechs só compartilhem informações de seus clientes com autorização prévia. A ideia é que, com o compartilhamento dos dados, os consumidores tenham acesso a produtos e taxas mais vantajosas. 

O pontapé inicial do processo servirá como uma espécie de teste. O foco do BC é ir, gradativamente, preparando o terreno para uma série de medidas que visam fomentar a competição no setor, além de reduzir os juros e a concentração bancária (atualmente, as cinco maiores instituições financeiras detêm cerca de 80% das operações de crédito no país).

Não à toa, para conseguir colocar o programa inteiro em vigor, a autarquia o dividiu em quatro etapas, que serão realizadas ao longo de 2021.  Nesse primeiro momento, porém, o Banco Central promoveu ações com a abertura de dados das próprias instituições participantes em relação a seus canais de atendimento, além dos produtos e serviços mais relevantes que oferecem. 

“O lançamento do Open Banking no Brasil foi um marco histórico para o sistema financeiro, que vai alavancar cada vez mais a digitalização e a criação de novos modelos de negócio e incentivo à inovação”, afirma Leo Monte, Diretor de Inovação e Marketing da Sinqia.  “Sem dúvida, é um marco importante, pois vai habilitar novos entrantes e instituições de médio porte para a disputa do nosso sistema a fim de oferecer melhores serviços com a melhor experiência, além de ter muitas oportunidades aos grandes”, conclui. 

A revolução “Open Finance” 

Criado pelo Banco Central, o Open Banking – ou sistema financeiro aberto – quer promover um ambiente de compartilhamento padronizado de dados e serviços. Tudo isso por meio de dados e serviços de APIs (Application Programming Interfaces),  por parte de instituições participantes.

No caso dos dados pessoais, o cliente (pessoa física ou jurídica) é o titular que decidirá quando e com quem ele deseja compartilhar suas informações por meio de consentimento – tudo, claro, com finalidades específicas e prazos determinados, respeitando os termos da LGPD.

Na prática, o Open Finance deve contribuir para os consumidores na tomada de decisão de contratação de serviços financeiros, como por exemplo: Empréstimos.  Isso porque o cliente terá mais transparência e autonomia no momento de comparar taxas. Isso ocorre, pois ao compartilhar seus dados com as instituições, como o histórico de crédito e de pagamentos, ele conseguirá ter serviços mais personalizados (por meio das informações dos clientes, as empresas poderão ser mais assertivas ao oferecer produtos, como condições de empréstimos). 

Mais que isso: itens como diversificação de ofertas e serviços financeiros, juros mais baixos, customização de serviços, extrato consolidado (com visualização em um único aplicativo, independente se tiver conta em mais de um banco), movimentação simultânea e pagamentos cruzados estão entre as inúmeras vantagens desse novo sistema. 

“Outro ponto que considero muito importante – e alavanca para o segmento –  é a questão da estratégia de inovação aberta”, diz Monte. “Uma vez que eu consigo me conectar utilizando os dados financeiros dos consumidores, é possível criar novos produtos, ou mesmo utilizar produtos já criados. Mesmo sendo mais leve que as demais etapas, logo nessa primeira fase já podemos contar com alguns modelos novos de negócio, como comparação de crédito”, afirma.    

Impacto no mercado financeiro e para os consumidores

Sucesso em mercados mundiais, como no Reino Unido, por meio do Open Banking Standard, o Open Finance deve ser um marco para o setor financeiro no Brasil. Isso porque incentivará ainda mais o desenvolvimento tecnológico e inovador entre as empresas participantes, acelerando a transformação digital do mercado financeiro – que já está a todo vapor.  

Atenta às mudanças desde meados de 2018, as instituições financeiras preparam o terreno para melhorar, cada vez mais, o ambiente aos consumidores. Nesse processo, o apoio de consultorias e companhias de tecnologia são mais que bem-vindos – e necessários – para que nenhuma instituição fique para trás. 

Exemplo disso é a gigante brasileira Sinqia. Com grande atuação na promoção de experiência e soluções tecnológicas para o mercado financeiro no Brasil, a companhia tem se colocado como grande apoiadora dos parceiros nessa jornada – seja em investimento tecnológico, ou em consultoria para definir a melhor estratégia de adequação ao Open Finance. 

O termo Open Finance, inclusive, foi abraçado pela empresa. Isso porque, para a Sinqia, o mercado financeiro como um todo deve ser aberto, a fim de aproveitar os benefícios que o novo sistema do Banco Central proporcionará. “Por isso defendemos o termo Open Finance: é algo mais amplo e que abraça o setor inteiro”, diz Leo Monte, diretor de Inovação da empresa. 

A “virada de chave” vem em linha com a premissa do próprio Bacen:  mais que democratizar e trazer benefícios ao consumidor, a autarquia pretende ir além, englobando uma série de outros serviços e regulações, que podem até chegar em outros órgãos. A própria Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e a Superintendência de Seguros Privados (Susep) já anunciaram a intenção de implementar um modelo de regulação simplificada para entidades menores, por exemplo. 

Protagonista nas transformações tecnológicas do setor financeiro no Brasil, a Sinqia estruturou uma nova oferta de serviços para, em parceria com entidades do segmento, entender o melhor ângulo e soluções para o open banking no país. O objetivo é contribuir na aceleração digital, agregando produtos inovadores com alto nível de expertise no mercado. Para isso, a companhia destinou R$ 50 milhões em 2021 para investir em programas de inovação e investimento em startups com foco em Open Banking. 

“Na Sinqia, enxergamos esse progresso de uma forma muito positiva e acreditamos que será uma alavanca para a utilização de mais tecnologia e inovação dentro dessa nova era”, diz o executivo “Por isso o open finance é uma prioridade dentro da empresa… O objetivo é claro: queremos ser parte atuante para acelerar esse processo de transformação e digitalização. Vestimos a camisa do Open Finance e estamos prontos para contribuir com a transformação do setor financeiro”, conclui. 

Conheça as etapas do Open Finance

Para colocar em prática todo o mecanismo, o BC dividiu o processo em quatro etapas. Confira, a seguir, em detalhes como cada uma delas funcionará. 

1ª fase: iniciada em 1º de fevereiro, essa etapa contempla a abertura de dados das próprias instituições participantes em relação a seus canais de atendimento e os produtos e serviços mais relevantes que oferecem. Nessa etapa, porém, o compartilhamento de dados de clientes ainda não foi colocado em vigor;

2ª fase: Marcada para iniciar em julho, a segunda fase dará a largada para as instituições acessarem os dados de cadastro dos clientes, além de informações de transações e operações de crédito; 

3ª fase: Prevista para o mês de agosto, esta etapa marcará o início de transações de pagamento entre instituições participantes. Nela, o cliente poderá movimentar a conta de um banco, pelo aplicativo de outro. Mais que isso: poderão encaminhar propostas de operações de crédito;

4ª fase: A última fase deve ser implementada em meados de dezembro e abrange as informações que poderão ser compartilhadas para operações de seguros, investimentos, câmbio e previdência. 

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