28/09/2020

Open Finance cresce como conceito e ameaça ganhar protagonismo do Open Banking

A possibilidade de agregar um portfólio de aplicações mais abrangentes do que as realizadas pelas atividades bancárias se mostra mais viável a cada dia tornando a denominação Open Banking quase insuficiente para descrever a regulação do novo ambiente de negócios financeiros em fase de implantação pelo Banco Central. 

Prova disso é que o próprio presidente do BC, Roberto Campos Neto, chegou a afirmar que a autoridade monetária deve mudar para ‘Open Finance’ o nome do seu projeto de ‘Open Banking’.  

Na declaração feita durante uma live com a participação do empresário Abilio Diniz, segundo a agência Reuters, o executivo explicou que a possível mudança se deve ao fato de que o sistema compreenderá todos os produtos financeiros. Segundo ele, justamente por estar sendo desenvolvido com este olhar o modelo de open banking brasileiro deve ser o mais vasto do mundo.  

Para alcançar este objetivo, o processo que está previsto para ser iniciado no dia 30 de novembro de 2020, terá as seguintes fases antes de estar concluído em outubro de 2021:   

Fase I: acesso a dados de instituições participantes do Open Banking sobre canais de atendimento e produtos e serviços relacionados com contas de depósito à vista ou de poupança, contas de pagamento ou operações de crédito; 

Fase II: compartilhamento entre instituições participantes de informações de cadastro de clientes e de representantes, bem como de dados de transações dos clientes acerca dos produtos e serviços relacionados na Fase I; 

Fase III: compartilhamento do serviço de iniciação de transação de pagamento entre instituições participantes, bem como do serviço de encaminhamento de proposta de operação crédito entre instituição financeiras e correspondentes no País eventualmente contratados para essa finalidade; e 

Fase IV: expansão do escopo de dados para abranger, entre outros, operações de câmbio, investimentos, seguros e previdência complementar aberta, tanto no que diz aos dados acessíveis ao público quanto aos dados de transações compartilhados entre instituições participantes. 

Olhando para o que acontece no exterior, o conceito de Open Finance como uma forma de entender uma ampliação da proposta anteriormente entendida como Open Banking também já ganha corpo na Europa, por exemplo.   

De acordo com o portal EURACTIV Media Network, o Vice-Presidente Executivo da Comissão Europeia responsável pela área de Economia e Finanças, Valdis Dombrovskis, disse que a entidade defenderá uma movimentação neste sentido em sua proposta de Estratégia de Finanças Digitais que será apresentada até o final de setembro.   

Segundo a publicação, o executivo teria dito que a União Europeia proporá que seja desenvolvida uma legislação sobre um quadro financeiro aberto mais amplo até meados de 2022. 

Na estratégia, a Comissão aponta que deverão ser dados novos passos no sentido de uma maior partilha de dados e abertura entre e dentro dos setores, em conformidade com a proteção de dados e as regras de concorrência. Isso permitirá ao setor financeiro abraçar plenamente a inovação baseada em dados. 

O fato é que, seja como Open Banking ou Open Finance, a indústria financeira está dando passos cada vez mais rápidos no sentido de construir um novo ambiente baseado em dados e sem barreiras. Neste cenário, os protagonistas serão aqueles que conseguirem mais rapidamente transformar esses dados em informações relevantes e estas em soluções cada vez mais personalizadas aos clientes. A Sinqia e seu hub de inovação Torq acompanham de perto esta transformação e estão à disposição para auxiliar seus parceiros de negócio nesta travessia. Entre em contato.   

 

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