29/09/2020

Pix causará transformação na indústria de pagamentos pela desintermediação da cadeia de valor

Muito já foi dito a respeito das vantagens do PIX em relação ao aspecto da usabilidade. Fatores como a eliminação da fricção com a extinção da necessidade de senhas, números de documentos certamente serão bem vindas. Além disso, a possibilidade de pagar com QR Code ou mensageria também tem seus encantos. Finalmente, a liberdade do pagamento a qualquer hora e em todos os dias da semana, com custos reduzidos fecham um pacote sedutor de benefícios.  

Mas há quem defenda a tese de que este conjunto de boas notícias ainda não seja a razão principal da transformação que o Pix trará à indústria de pagamentos do país. Para estes, a maior contribuição neste sentido virá da desintermediação que o novo sistema trará na cadeia de valor de pagamentos.  

Um dos defensores desta tese é João Bragança, gerente da consultoria alemã Roland Berger. Em uma reportagem publicada no portal Noomis, da Febraban, o executivo defende o argumento de que o Pix traz para o mercado o Banco Central como um novo operador, mas com a diferença de que ele não tem objetivo de lucro ou de geração de valor como os demais. 

Desta forma, o BC poderá trabalhar com taxa zero em algumas operações incluindo cartões de débito, crédito, boleto, por exemplo. Isto irá desafiar todos os modelos existentes a criarem uma nova cadeia de valor.  

A reportagem explica que ao sair de uma conta origem, a transferência de recursos passa por intermediários antes de chegar à conta de destino. Ao longo desse processo, cada uma dessas empresas tem suas metas de lucros e então são obrigadas a praticar uma política de taxas e comissões.  Agora isso terá que ser revisto.  

A opinião é compartilhada pelo consultor e adviser de startups, Edson Santos, que é autor do livro “Do Escambo à Inclusão Financeira – A Evolução dos Meios de Pagamento”.  

Em reportagem publicada no Anuário Brasileiro de Bancos, ele cita uma lista formada por pelo menos 25 empresas que precisam trabalhar antes, durante ou depois que uma transação com cartão seja executada. A relação é a seguinte:  

Fabricante do cartão (1), fabricante do chip que está no cartão (2)  operador logístico que entrega o cartão (3),  sistema de autenticação para ativar o cartão (4),  emissor (5), processador (6), sistema de criptografia para se comunicar com a bandeira (7),bandeira (8), sistema de comunicação da bandeira para falar com o emissor (9), sistema de processamento da bandeira (10), adquirente(11)  criptografia do adquirente (12)  sistemas do adquirente (13), fornecedor do terminal (14), fornecedor do sistema que roda no terminal (15), operador logístico do POS (16), manutenção do POS (17), fornecedor de bobina de papel para o POS (18),  comunicação  do POS com outras áreas (19), chip do POS (20) , sistemas de homologação do POS (21), sistema antifraude no POS (22), sistema antifraude do emissor (23), sistemas antifraude do adquirente (24) e padrão EMV (25). 

Com todas essas empresas sendo desafiadas a encontrar novas formas de atuação, ele considera que a desintermediação será o efeito que provocará as mudanças mais traumáticas na indústria. 

De uma forma ou de outra, o fato é que todo o mercado já está se movimentando intensamente para adequar suas estratégias ao PIX. Mudanças na cadeia de valor, lançamento de produtos aderentes, conexões com outras soluções tudo é válido. Só não é uma estratégia inteligente ficar parado sem fazer nada. 

A Sinqia e seu hub de inovação Torq, oferecem a mais ágil forma de integração ao PIX por meio de PSTI e toda a estrutura de inteligência para o desenvolvimento de estratégias adequadas a cada caso. Entre em contato. https://bit.ly/34afngn 

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